O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em uma publicação na rede social Truth Social que, caso o grupo Hamas continue a matar pessoas na Faixa de Gaza, “não teremos outra escolha a não ser entrar e matá-los”. A declaração, feita em 16 de outubro de 2025, intensifica a retórica contra o grupo terrorista em meio a um cenário delicado após um acordo de cessar-fogo inicial entre Israel e Hamas.
Trump renovou sua promessa pouco depois de vídeos circularem nas redes sociais mostrando execuções de homens armados em Gaza, uma tentativa do Hamas de reafirmar seu controle sobre o território diante de clãs armados que desafiam sua autoridade. O presidente americano ressaltou que essas mortes não faziam parte do acordo para a trégua e deixou claro que os Estados Unidos poderiam apoiar uma retomada das ações militares contra o Hamas.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, também afirmou que os combates na Faixa de Gaza ainda não terminaram e fez ameaças ao Hamas, exigindo a devolução de todos os corpos dos reféns israelenses mortos em cativeiro — condição fundamental para a manutenção do cessar-fogo. Israel acumulava, até então, nove corpos recuperados de 28 reféns mortos, de acordo com autoridades.
Enquanto o Hamas alega estar fazendo esforços para recuperar os corpos restantes, Israel impôs restrições à entrada de ajuda humanitária na Faixa de Gaza devido à demora na devolução dos restos mortais, diminuindo em metade o número de caminhões autorizados a entrar no território.
Essa escalada nas declarações de Trump reflete a tensão persistente na região, com riscos de retomada dos combates caso o Hamas não cumpra os termos do cessar-fogo, evidenciando o cenário complexo e volátil da situação em Gaza.
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