Cenário Econômico: Crescimento Moderado e Desafios Persistentes
As últimas notícias de economia apontam para um cenário de crescimento moderado e desafios tanto no Brasil quanto no cenário internacional.
Brasil: Crescimento e Inflação
As projeções para o Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro em 2025 variam entre 2,2% e 2,5%, com destaque para o bom desempenho do setor agropecuário. No primeiro trimestre, o PIB cresceu 1,4%, mantendo uma trajetória positiva.
A taxa Selic segue mantida em 15% pelo Banco Central, que prevê inflação acima da meta até, pelo menos, 2028. O IPCA-15 acumulou alta de 5,32% em 12 meses, superando o teto da meta de inflação do governo e refletindo pressões inflacionárias persistentes.
O governo projeta estabilidade econômica na segunda metade do ano, embora a política monetária restritiva ainda limite o ritmo da atividade. O ministro da Fazenda tem destacado um plano de crescimento sustentável, ressaltando as oportunidades presentes mesmo em um ambiente internacional adverso.
Cenário Internacional: Riscos e Crescimento Global
O Fundo Monetário Internacional (FMI) elevou a projeção de crescimento global para 3,0% em 2025, mas alertou para riscos relacionados às tarifas comerciais dos Estados Unidos, às tensões geopolíticas e aos déficits fiscais.
Já o Banco Mundial prevê uma desaceleração no crescimento global para 2,3%, com desempenho mais fraco nas principais economias, especialmente por causa das incertezas comerciais entre EUA e China.
Nos Estados Unidos, o Federal Reserve reduziu a taxa de juros, e o PIB anualizado cresceu 3,8% no segundo trimestre de 2025. No entanto, as preocupações aumentaram após o presidente Donald Trump anunciar novas tarifas de importação. A situação em Wall Street permanece tensa, com perdas em grandes grupos e dados econômicos incompletos devido ao recente shutdown do governo americano.
Mercado Financeiro
No Brasil, o dólar recuou para R$ 5,40, enquanto o Ibovespa valorizou-se, atingindo 143 mil pontos. Apesar disso, os juros reais de títulos públicos (NTN-Bs) permanecem elevados.
A procura por fundos de renda fixa incentivados tem crescido, ao mesmo tempo em que o Congresso discute novas propostas de tributação sobre ativos de renda fixa.
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