Mariangela Hungria, pesquisadora da Embrapa Soja, tornou-se a primeira brasileira a vencer o Prêmio Mundial da Alimentação (World Food Prize), considerado o “Nobel da Agricultura”. A homenagem, concedida em outubro de 2025, exalta seu papel pioneiro no desenvolvimento de soluções biológicas para aumentar produtividade, sustentabilidade e combater emissões de carbono.
Inovação que transformou o campo
Mariangela Hungria é reconhecida globalmente por mais de quarenta anos de pesquisa dedicada à utilização de bioinsumos – inoculantes com microrganismos benéficos que substituem fertilizantes químicos e reduzem impactos ambientais. Suas soluções estão presentes em mais de 40 milhões de hectares, geram economia anual de até US$ 25 bilhões e evitam mais de 230 milhões de toneladas de emissões de CO₂ equivalente, ajudando o Brasil a liderar mundialmente em práticas agrícolas de baixo carbono.
Trajetória e impacto internacional
Engenheira agrônoma com mestrado e doutorado pela Esalq/USP, Hungria é pesquisadora da Embrapa há décadas, autora de centenas de trabalhos científicos e inspiração para o avanço de mulheres na ciência. Suas pesquisas permitem que a produção agrícola cresça sem ampliar fronteiras, conciliando produtividade e conservação ambiental.
Reconhecimento à ciência nacional
Segundo a fundação World Food Prize e líderes do setor, a ciência feita pela pesquisadora ajudou a posicionar o Brasil como potência agrícola sustentável. Mariangela destaca que o prêmio é “de todos que acreditaram na pesquisa com bioinsumos, colegas, alunos e principalmente da Embrapa, que investiu durante quatro décadas nesse sonho brasileiro”.
Legado para o futuro
Mariangela Hungria reforça a importância da busca por alimentos saudáveis e tecnologia a serviço da sociedade, esperando inspirar novas gerações a seguirem na ciência, com foco em inovação sustentável e inclusão feminina nas áreas de pesquisa e liderança agrícola.
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