Pablo Cervi, deputado nacional e candidato ao Senado pela coligação La Libertad Avanza, viveu momentos de terror em Neuquén a poucas horas das eleições argentinas. O atentado aconteceu no imóvel de sua mãe, no bairro Jardines del Rey, onde o político estava reunido com familiares e amigos. Criminosos fortemente armados invadiram o local, se identificando como policiais de delitos econômicos para acessar a casa, e renderam todos os presentes.
Após manietarem Cervi, os agressores o golpearam várias vezes com a coronha de uma arma na cabeça e chegaram a acionar o gatilho em diversas ocasiões — felizmente, o revólver não disparou. O grupo agiu de forma violenta e organizada, gerando pânico entre os familiares, que saíram fisicamente ilesos, mas profundamente abalados pelo choque.
Cervi relatou à imprensa local que “foi uma situação complexa, que não desejo a nenhum neuquino”, destacando a invasão e ameaça à sua integridade justamente na véspera do momento eleitoral mais importante do ano. Após se libertar, o candidato conseguiu votar normalmente no domingo, demonstrando resiliência diante do episódio traumático. Ele afirmou ter recebido ligações de apoio do presidente Javier Milei e da ministra de Segurança Patricia Bullrich, que colocaram a Polícia Federal argentina à frente das investigações.
As autoridades de Neuquén garantem que o ataque não tem motivação política e seria resultado de erro de localização dos criminosos. O governo lamentou o episódio e declarou que os bandidos “buscavam outra pessoa” e se retiraram rapidamente ao perceberem o equívoco. Já aliados de Cervi mencionam zona liberada, criticando o tempo de resposta da polícia e falhas no serviço de emergência durante o ataque — o sistema telefônico estava fora de funcionamento e, segundo relatos, demorou cerca de 30 minutos para o atendimento policial chegar ao local.
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A polícia neuquina realizou perícia, recolheu provas e monitora vídeos do entorno. O caso está sob responsabilidade do fiscal Mauricio Zabala, que conduzirá as diligências para elucidar as circunstâncias do crime, a identidade dos agressores e confirmar se houve motivação política ou apenas insegurança urbana.
O atentado contra Pablo Cervi expõe os desafios da segurança pública e do ambiente eleitoral argentino, reacendendo o debate sobre a vulnerabilidade dos cidadãos — e dos próprios representantes políticos — perante a criminalidade. Cervi e família passam bem, mas a gravidade do episódio levanta discussão sobre o papel do Estado, o risco de episódios parecidos em períodos eleitorais e a urgência de reformas estruturais na segurança de Neuquén e no país.
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