Um influenciador francês, conhecido como Amine Mojito, foi condenado pelo Tribunal Penal de Paris a 12 meses de prisão, sendo seis meses em regime fechado e seis meses em regime suspenso, após ter realizado uma série de vídeos de pegadinha onde simulava furar pessoas com uma seringa nas ruas da capital francesa. Os vídeos, publicados no TikTok, mostravam Mojito mascarado, abordando desconhecidos e fingindo aplicar injeções, enquanto um cúmplice filmava as reações de medo e pânico das vítimas.
Influenciador é condenado após pegadinhas com seringa
A decisão judicial inclui, além da pena de prisão, o pagamento de uma multa de €1.500 (cerca de R$ 9,3 mil) e a proibição de portar ou possuir armas por um período de três anos. A repercussão do caso foi intensa devido ao contexto: o país vivia um aumento de denúncias de ataques reais com seringas em festas e eventos, com registros de até 145 casos suspeitos e 12 prisões em uma única noite.
O contexto agravou a pena
Apesar do Ministério Público francês confirmar que Mojito nunca chegou a injetar nenhuma substância, já que as seringas estavam tampadas, o contexto dos ataques reais agravou a percepção do crime e a indignação popular. Segundo a promotoria, ao replicar vídeos virais semelhantes vistos na Espanha e Portugal, Mojito incentivou um comportamento perigoso, mesmo sem intenção direta de causar danos físicos.
Debate sobre limites das pegadinhas
Durante o julgamento, Mojito reconheceu o erro: “Não pensei nos outros, pensei em mim. Não pensei que isso pudesse fazer mal às pessoas. Esse foi meu erro — não pensei nos outros, pensei em mim”, declarou o influenciador. Nas redes sociais, muitos consideraram a pena leve demais, destacando o risco de inspirar imitadores. O gesto, mesmo com a seringa vazia, foi considerado “revoltante” por internautas.
O caso reacende discussões sobre os limites das pegadinhas e o papel das redes sociais, que costumam recompensar comportamentos extremos em busca de visualizações e fama.
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