A CPTM recebeu autorização do órgão de preservação do patrimônio para desenvolver projetos de restauro das estações históricas de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra, importantes marcos da ferrovia paulista na região do ABC.
Autorização viabiliza projetos de restauro
Com o aval do conselho estadual de patrimônio, a CPTM pode elaborar estudos técnicos e projetos detalhados para recuperar estruturas originais das duas estações, como edifícios, plataformas e anexos ferroviários.
Os projetos devem respeitar diretrizes de preservação histórica, garantindo que intervenções de reforço estrutural e modernização não descaracterizem a arquitetura e os elementos considerados de valor cultural.
História da estação de Ribeirão Pires
O conjunto ferroviário de Ribeirão Pires integra o patrimônio cultural do Estado de São Paulo e inclui a estação, armazéns e estruturas associadas ao antigo traçado da São Paulo Railway, ferrovia que impulsionou o desenvolvimento urbano do município.
Localizada na Linha 10 Turquesa, a estação atual convive com planos de construção de uma nova parada operacional próxima, enquanto o prédio histórico tende a ser preservado para usos culturais e turísticos em parceria com o poder público local.
Estação de Rio Grande da Serra é referência ferroviária
A estação de Rio Grande da Serra, inaugurada no século 19, é uma das mais antigas do sistema ferroviário paulista e possui tombamento que abrange edifícios, plataformas, passarelas e estruturas técnicas, como a antiga caixa d’água.
O restauro planejado busca recuperar características originais do conjunto, criando condições para que o espaço se consolide como referência histórica e turística, sem perder a função de apoio ao transporte de passageiros.
Integração com concessão das linhas 10 e 14
A autorização para o restauro ocorre em paralelo ao projeto de concessão do lote que inclui as linhas 10 Turquesa e 14 Ônix, prevendo novas estações operacionais e modernização da infraestrutura ferroviária no ABC.
O modelo em estudo indica que as estações históricas de Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra serão preservadas como bens culturais, enquanto as novas estruturas atenderão às demandas de operação, acessibilidade e aumento de oferta de trens.
Potencial turístico e cultural para o ABC
O restauro das estações abre espaço para criação de roteiros turísticos ferroviários, eventos culturais e ações de educação patrimonial voltadas à população da região, valorizando a memória da antiga linha que ligou o interior ao porto de Santos.
Em Ribeirão Pires, iniciativas recentes de recebimento de vagões históricos reforçam o projeto de transformar o entorno da ferrovia em polo de convivência, com comércio, gastronomia e atividades ligadas à história do trem.
Próximos passos da CPTM
Após a autorização, a CPTM deve concluir os projetos executivos, submeter as propostas de intervenção à análise final do conselho de patrimônio e buscar recursos para execução das obras, seja por orçamento próprio ou por meio da futura concessionária.
A previsão é que o cronograma de restauro seja alinhado ao calendário de investimentos da concessão, para reduzir impactos ao serviço de passageiros e permitir a abertura gradual dos espaços requalificados ao público.
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