Um caso que chocou a cidade de Mauá teve seu desfecho no Tribunal do Júri, com a condenação de um casal a 16 anos (cada um) de prisão pelo sequestro e assassinato de Kaique Ferrarezi Simões, de 30 anos, ocorrido em junho de 2025. A seguir, confira a linha do tempo e os detalhes completos deste crime que mobilizou autoridades locais e teve ampla repercussão.
O Início do Caso: Sequestro no Hotel de Mauá
Na madrugada de 8 de junho de 2025, Kaique Simões, que havia se separado recentemente da esposa, buscou refúgio no Hotel Shangai, em Mauá, na Grande São Paulo, tentando se afastar dos conflitos pessoais. Imagens das câmeras de segurança do hotel mostram o momento exato em que ele foi cercado por um homem e uma mulher, ambos conhecidos da vítima. O homem segurava uma barra de ferro, e a vítima foi forçada a entrar em um carro nas imediações do hotel.
Segundo relatos e investigação, após uma breve luta corporal, Kaique conseguiu fugir do veículo por uma rua próxima, mas desapareceu logo em seguida, dando início a uma intensa busca policial e repercussão na imprensa.
Motivação: Dívida Relacionada à Compra de Moto
As investigações apontaram que o sequestro estava ligado a uma dívida de cerca de R$ 50 mil em uma negociação envolvendo a compra de uma moto entre Kaique e o casal, que eram amigos de longa data. Problemas financeiros e desavenças anteriores aumentaram o clima de tensão, levando ao crime.
Descoberta do Corpo e Prisão dos Suspeitos
Após quatro dias de desaparecimento, o corpo de Kaique foi encontrado por um pescador na Represa Billings, em Ribeirão Pires. Kaique estava amarrado, amordaçado e apresentava sinais claros de violência, confirmando a suspeita de assassinato.
A polícia prendeu Shirley Moratto Garcia, companheira de Renato do Nascimento Meira, que era o principal suspeito e tinha histórico criminal com passagens por roubo, tráfico e furto. Shirley confessou participação no sequestro, enquanto Renato estava inicialmente foragido, tendo sido posteriormente localizado e preso.
O Julgamento e a Condenação
O Tribunal do Júri de Mauá condenou o casal por sequestro qualificado e homicídio, impondo uma pena de 16 anos de prisão para cada um, destacando a gravidade e a crueldade do crime. O caso reforça a atenção das autoridades para crimes envolvendo dívidas e conflitos interpessoais que podem evoluir para violência extrema.
Repercussão na Comunidade
A morte de Kaique gerou comoção em Mauá e região, destacando a importância de estratégias de segurança e de apoio a vítimas de conflitos pessoais e financeiros. O caso também evidenciou a atuação rápida da Polícia Civil na elucidação e prisão dos envolvidos.
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