Ação policial conjunta entre Rio de Janeiro e São Paulo investiga crimes cometidos contra menores; vítima relata abuso desde os 11 anos após contato em evento de Pokémon
O influenciador digital João Paulo Manoel, conhecido nas redes sociais como “Capitão Hunter”, de 45 anos, foi preso temporariamente nesta quarta-feira (22) em Santo André, na Grande ABC, sob a suspeita de abusos sexuais contra crianças e adolescentes, além de produção de material pornográfico envolvendo menores.
A prisão foi realizada em uma operação conjunta das Polícias Civis do Rio de Janeiro e de São Paulo, com base em investigações da Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (Dcav), no Rio de Janeiro. A Justiça fluminense autorizou a medida por meio da Vara Especializada em Crimes contra a Criança e o Adolescente.
“Capitão Hunter”: conteúdo infantil com público infantojuvenil
João Paulo Manoel é conhecido na internet por seu conteúdo relacionado ao universo Pokémon, como vídeos sobre personagens, cartas colecionáveis e brinquedos. Seus perfis somam mais de 1 milhão de seguidores, com público predominantemente composto por crianças e adolescentes.
Denúncia e investigação
A investigação teve início após a família de uma menina de 13 anos denunciar que ela sofria abusos desde os 11 anos. Segundo a vítima, o contato com o influenciador aconteceu em 2023, durante um evento temático de Pokémon realizado no Norte Shopping, no Rio de Janeiro, onde o suspeito teria prometido apoiar a carreira da jovem em jogos online.
A partir desse primeiro encontro, a comunicação entre os dois passou a ocorrer por WhatsApp e Discord. Durante conversas e videochamadas, o influenciador teria exibido suas partes íntimas e solicitado que a menina também fizesse o mesmo, chegando a enviar fotos explícitas em pelo menos quatro ocasiões.
Além desta vítima, a polícia identificou pelo menos outro caso de abuso envolvendo uma criança de 11 anos, indicando um padrão de conduta do suspeito, que usava perfis falsos para se aproximar das vítimas.
Detalhes da operação e próximos passos
Os mandados de prisão temporária, além dos de busca e apreensão e quebra de sigilo de dados, foram cumpridos para coletar provas digitais e preservar a integridade das vítimas. Os dispositivos eletrônicos de João Paulo Manoel serão periciados, e as investigações seguem em segredo de Justiça.
As autoridades tratam o caso como estupro de vulnerável e produção de pornografia infantil, ressaltando o grau de periculosidade do suspeito, que usava sua influência para atrair menores de idade.
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