Foto: reprodução

A árvore Espatódea, também conhecida como bisnagueira, tulipeira-do-gabão ou chama-da-floresta, tem se tornado motivo de preocupação ambiental no Brasil. Originária da África Ocidental, a espécie Spathodea campanulata foi amplamente usada na arborização urbana por seu porte imponente e suas flores alaranjadas, mas estudos recentes demonstraram que sua beleza esconde sérios riscos para a biodiversidade local.

Por que a Espatódea deve ser proibida

A principal razão para a proibição da Espatódea é sua toxicidade para abelhas, beija-flores e outros polinizadores. As flores contêm substâncias químicas letais que ficam presentes no néctar, no pólen e na mucilagem. Esses compostos agem como veneno para abelhas nativas — especialmente as sem ferrão, como a jataí — e até para espécies exóticas como a Apis mellifera. Ao coletarem o néctar, os insetos acabam morrendo intoxicados, o que compromete a polinização e impacta diretamente a produção de alimentos e o equilíbrio ecológico.

Além dos danos à fauna, a Espatódea é considerada uma das 100 espécies invasoras mais agressivas do mundo. Suas raízes rasas e crescimento rápido prejudicam o desenvolvimento de outras plantas e tornam a árvore instável em áreas urbanas, aumentando o risco de queda de galhos e acidentes. Por isso, diversos estados e municípios brasileiros, como Santa Catarina, Mato Grosso do Sul, Paraná e Minas Gerais, já adotaram leis que proíbem o plantio, a produção de mudas e a manutenção dessas árvores, com multas que podem chegar a R$ 1.000 por exemplar.

Impactos ambientais e medidas de controle

A proliferação dessa espécie ameaça diretamente a diversidade biológica dos ecossistemas brasileiros, já que o desaparecimento das abelhas compromete a reprodução de inúmeras plantas nativas. Por isso, governos estaduais e municipais vêm reforçando campanhas de conscientização ambiental, incentivando o corte controlado das árvores e a substituição por espécies nativas mais seguras e ecológicas, como ipês, jacarandás e quaresmeiras.

A importância da substituição por espécies nativas

A substituição da Espatódea é essencial não apenas para a preservação das abelhas, mas também para garantir arborização urbana sustentável. As árvores nativas adaptam-se melhor ao clima e ao solo brasileiros, além de oferecerem abrigo e alimento a diversas espécies da fauna local, sem risco ecológico. Especialistas reforçam que eliminar a Espatódea de jardins e vias públicas é um ato de responsabilidade ambiental e um passo fundamental para restaurar o equilíbrio da natureza.

Em síntese, a proibição da Espatódea não é apenas uma questão estética, mas uma necessidade ecológica urgente. O fim do cultivo dessa árvore representa a defesa da vida das abelhas, da biodiversidade e da sustentabilidade dos ecossistemas brasileiros.

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Redação Gazeta
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