A favelização é marcado pela expansão de áreas de moradias precárias e ocupações irregulares, resultado de desigualdades socioeconômicas, falta de políticas habitacionais, êxodo rural e crescimento desordenado das cidades. Esse processo acarreta graves problemas, como infraestrutura precária, ausência de serviços básicos, insegurança, marginalização e altos índices de violência.
Um dos fatores agravantes da favelização é a infiltração do crime organizado nessas áreas criando um estado paralelo. A ausência histórica do Estado nas favelas abre espaço para que organizações criminosas assumam o controle territorial, promovendo atividades ilícitas como tráfico de drogas, extorsões e violência. Essa presença fortalece a insegurança estrutural, dificulta a implementação de políticas públicas e gera um ciclo vicioso de violência e pobreza que afeta diretamente a vida dos moradores.
Além dos aspectos físicos e sociais, existe a chamada favelização mental, que corresponde a uma mentalidade internalizada de vulnerabilidade, exclusão e desamparo. Essa mentalidade é reforçada pelo abandono estatal e pela cotidiana convivência com a violência, dificultando a superação das condições adversas e criando barreiras para a mobilidade social. O crime organizado, ao controlar territórios e impor suas regras, fortalece ainda mais essa mentalidade de conformismo e medo, tornando o combate à favelização ainda mais complexo.
Portanto, acabar com as favelas requer intervenções que vão além da melhoria física e econômica: é necessário transformar a mentalidade dos moradores, promover inclusão social, acesso à educação e saúde mental, além de romper com o controle do crime organizado. Só com ações multidisciplinares e comprometidas será possível enfrentar os desafios estruturais, culturais e de segurança que perpetuam o fenômeno da favelização.
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