Uma história envolvendo tráfico sexual e de órgãos chocou o mundo recentemente com a morte da modelo e cantora bielorrussa Vera Kravtsova, de 26 anos. Conhecida por sua participação na edição bielorrussa do programa The Voice, Vera aceitou uma suposta proposta de emprego em Bangkok, na Tailândia, que acabou se revelando um cruel golpe internacional, segundo investigação publicada pelo jornal britânico The Sun.
Vera foi enviada à força para Mianmar, onde foi mantida em condições análogas à escravidão. Relatos indicam que ela era forçada a “ser bonita, servir seus mestres e enganar pessoas ricas” em um centro de golpes. Quando o número de clientes diminuiu e seus ganhos caíram, Vera desapareceu misteriosamente. Posteriormente, foi informada à sua família que ela havia sido assassinada. Para liberar o corpo, a família teria recebido uma chantagem de pagamento de cerca de 500 mil dólares, valor que recusaram. Como retaliação, o corpo teria sido cremado, impossibilitando o enterro.
Casos semelhantes envolvendo brasileiros evidenciam que o golpe é parte de uma quadrilha internacional. Os brasileiros Luckas Viana dos Santos e Phelipe de Moura Ferreira revelaram terem recebido propostas de emprego fraudulentas, também na Tailândia, e foram levados a Mianmar para trabalhar em call centers de golpes financeiros, submetidos a tortura e extorsão. Passaportes foram confiscados e ameaças de prostituição e roubo de órgãos usados como forma de coerção para cumprimento de metas.
Essa tragédia expõe a gravidade do tráfico humano e dos crimes relacionados a falsas ofertas de emprego, alertando para a necessidade de fiscalização rigorosa e proteção internacional das vítimas. Vera Kravtsova tornou-se símbolo das vítimas que caem em armadilhas internacionais e lutam por justiça em meio a um cenário sombrio de exploração.
Sobre o Autor
0 Comentários