Contexto Geral da Eleição no Chile
No dia 16 de novembro de 2025, o Chile realizou o primeiro turno da eleição presidencial para escolher o sucessor do presidente Gabriel Boric, que está constitucionalmente impedido de concorrer a um segundo mandato consecutivo.
O pleito ocorre em um momento de instabilidade política, com a segurança pública sendo a maior preocupação dos eleitores, diante do aumento da criminalidade e do debate sobre imigração. O voto é obrigatório pela primeira vez desde 2012, o que deve impactar o número de eleitores nas urnas do país, com cerca de 15,8 milhões aptos a votar.
Candidatos à Presidência do Chile
Oito candidatos estão na disputa pelo cargo máximo do Executivo chileno. A seguir, uma lista completa e breve descrição dos principais concorrentes:
- Jeannette Jara Roman: Candidata da coalizão governamental de esquerda e primeira comunista a disputar a presidência desde o retorno da democracia. É favorita segundo pesquisas recentes, com propostas de aprofundamento das reformas sociais, combate ao crime organizado sem militarização e criação de políticas para o bem-estar social.
- José Antonio Kast Rist: Candidato de extrema direita do Partido Republicano, recuperando espaço nas pesquisas com uma plataforma rígida contra o crime. É um dos principais adversários de Jara.
- Johannes Kaiser Barents-Von Hohenhagen: Aparece em terceiro lugar nas pesquisas, representando um segmento conservador, com propostas que desafiam o tradicional bloco de direita chileno.
- Evelyn Matthei Fornet: Representante da centro-direita, busca uma posição forte para o segundo turno, com foco em segurança e controle da imigração.
- Franco Parisi Fernandez: Direita moderada, também disputando a fatia dos eleitores preocupados com a segurança.
- Marco Antonio Enriquez-Ominami Gumucio, Eduardo Antonio Artes Brichetti e Harold Mayne-Nicholls Secul: Candidatos com menor percentual nas pesquisas, disputando espaço eleitoral.
Principais Temas da Campanha
A segurança pública domina o debate eleitoral, motivada pelo aumento da criminalidade e a presença do crime organizado e narcotráfico. Jeannette Jara defende o combate ao crime por meio do rastreamento financeiro das redes criminosas, revogando sigilo bancário dos suspeitos. Já os candidatos de direita, como Kast e Parisi, adotam posturas mais duras com propostas de ações policiais rigorosas e reforço da legislação de segurança.
Além da segurança, questões sociais como salário mínimo, acesso à moradia popular, preço de medicamentos e a economia do lítio são temas centrais, principalmente na proposta de Jara, que promete manter e expandir programas sociais do governo Boric.
Pesquisas e Cenário para o Segundo Turno
Conforme as pesquisas mais recentes realizadas até meados de novembro, Jeannette Jara lidera o primeiro turno com aproximadamente 32% das intenções de voto. O segundo lugar é ocupado por José Antonio Kast, com cerca de 18%, seguido por Johannes Kaiser, Evelyn Matthei e Franco Parisi, com percentuais próximos entre 13% e 15%.
Apesar da liderança no primeiro turno, análises apontam que Jara pode perder para qualquer candidato de direita em um eventual segundo turno, marcado para 14 de dezembro de 2025. A alta rejeição da candidata da esquerda e a fragmentação da direita contribuem para esse cenário político instável.
Impactos das Eleições e Expectativas
O resultado das eleições presidenciais chilenas terá impacto importante na estabilidade política do país e na condução das políticas públicas, especialmente no combate à criminalidade e no equilíbrio econômico social.
Além do pleito presidencial, ocorrerão eleições parciais para renovar cadeiras no Congresso, que influenciarão a capacidade do futuro presidente em aprovar reformas e governar com eficácia.
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