Apelo pela paz e acusação à Casa Branca
Em ato realizado na cidade de Caracas, Nicolás Maduro, presidente da Venezuela, acusou o governo dos Estados Unidos, referido como Casa Branca, de planejar bombardear e invadir o país. Em meio ao discurso, Maduro decidiu cantar a emblemática canção “Imagine”, de John Lennon, como forma de fazer um apelo à paz.
A música tocou por alguns momentos enquanto o público presente balançava os braços erguidos de um lado para o outro, gesto ao qual Maduro também aderiu, fazendo o símbolo da paz com as mãos.
Palavras de Maduro sobre a música de Lennon
O líder venezuelano exaltou a letra da canção, destacando que “os mais jovens devem procurar a letra, pois é uma inspiração para todos os tempos”. Maduro qualificou a música como um hino para todas as épocas e gerações, legado deixado por John Lennon para a humanidade.
Ele declarou: “Viva a paz! Que canção tão bela! Viva a memória eterna desse grande poeta e músico!”.
Contexto político e militar do apelo
O ato ocorre em um cenário de alta tensão entre Venezuela e Estados Unidos, especialmente após o aumento da presença militar americana no Caribe. Maduro aponta que os movimentos militares dos EUA têm como objetivo desestabilizar o país, e a Venezuela está em mobilização permanente, especialmente no âmbito militar, para se preparar contra possíveis ações externas.
Em resposta, Maduro declarou, “em nome de Deus Pai Todo-Poderoso”, um decreto pela paz na Venezuela, no Caribe e em toda a América do Sul, reforçando seu apelo pela resolução pacífica dos conflitos.
Recepção e críticas
Apesar do apelo pacifista expresso com a música e o discurso, críticos lembram que Maduro lidera um regime autoritário que tem sido alvo de denúncias internacionais por violações de direitos humanos, perseguição a opositores e controle restritivo sobre a liberdade de expressão na Venezuela.
O canto de “Imagine” surge, assim, como uma tentativa simbólica de demonstrar um compromisso com a paz justamente em meio a um contexto de crise política e militar que envolve seu governo.
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