Imagem: divulgação

O Movimento Brasil Livre (MBL) convocou para o dia 5 de fevereiro de 2026 uma manifestação em frente à sede do Banco Master, em São Paulo, com o objetivo de pressionar por transparência nas investigações envolvendo a instituição financeira e criticar decisões do Supremo Tribunal Federal (STF) relacionadas ao caso.

Segundo a convocação divulgada nas redes sociais do movimento, a manifestação é apresentada como uma resposta às denúncias de irregularidades atribuídas ao banco e ao seu controlador, Daniel Vorcaro, além de questionar a atuação do ministro Dias Toffoli, relator do caso no STF. Os organizadores falam em “derrubada do Banco Master” em tom simbólico, defendendo responsabilização dos envolvidos e mudanças na forma como o Judiciário conduz o tema.

Caso Banco Master reacende embate político

O caso Banco Master já havia ganhado repercussão nacional com manifestações anteriores em frente à sede da instituição, na Avenida Faria Lima, quando manifestantes pediram o afastamento de Toffoli da relatoria e maior transparência nas investigações. Nessas ocasiões, as palavras de ordem miraram diretamente Vorcaro e ministros do STF, com gritos por “Fora, Toffoli” e críticas ao que os participantes classificam como blindagem política e judicial.

Para o MBL, a nova manifestação de 5 de fevereiro busca manter o tema em evidência e ampliar o desgaste do banco e de integrantes da cúpula do Judiciário junto à opinião pública. O movimento pretende atrair principalmente jovens e frequentadores da região financeira, apostando na visibilidade urbana do Itaim Bibi e na cobertura da imprensa para ampliar o alcance do protesto.

Estratégia do MBL e cenário nacional

O MBL, que ganhou projeção nacional em atos contra governos anteriores e em campanhas anticorrupção, tenta reposicionar-se como protagonista na agenda de fiscalização de instituições financeiras e do próprio STF. A aposta em pautas ligadas ao sistema financeiro, como o caso Master, dialoga com a narrativa de combate a privilégios e de defesa de maior controle sobre bancos e autoridades públicas.

Em paralelo, lideranças do movimento estimulam a criação de uma CPI para investigar o Banco Master no Congresso, tentando conectar a pressão de rua com iniciativas parlamentares em Brasília. A manifestação do dia 5 de fevereiro, portanto, é apresentada pelos organizadores como parte de uma estratégia mais ampla de mobilização contínua, que inclui novos atos, ações durante o Carnaval e campanhas nas redes sociais.

Orientações ao público e segurança

Nas peças de divulgação, o MBL orienta simpatizantes a comparecerem ao ato com camisetas, cartazes e faixas alusivas à cobrança de transparência e punição aos responsáveis pelo escândalo financeiro, reforçando o tom de “ato cívico” contra a corrupção e eventuais abusos de autoridade. A organização espera que o protesto ocorra de forma pacífica, sob acompanhamento da Polícia Militar, nos mesmos moldes das manifestações anteriores em frente ao banco.

Para quem pretende cobrir ou participar do protesto, o ponto de encontro é em frente à sede do Banco Master, na Rua Elvira Ferraz, 440, às 18h do dia 5 de fevereiro, com previsão de discursos de lideranças do MBL e de parlamentares alinhados à pauta.

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Redação Gazeta
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