Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL) e presidente do partido Missão, que é pré-candidato à presidência da República pelo partido nas eleições de 2026, reagiu ao caso propondo a criação de um busto em homenagem a Antônia Ione Rodrigues da Silva. Ele ressaltou a importância de eternizar a memória dos brasileiros valorosos que são esquecidos até pelo próprio povo. Segundo ele, é o momento de reconhecer publicamente quem se posiciona contra o crime e afronta a violência, mesmo diante dos maiores riscos.
Entenda o caso da Antônia Ione Rodrigues da Silva
Antônia Ione Rodrigues da Silva, conhecida como Bira, era uma cozinheira cearense que trabalhou no destacamento da Polícia Militar em Saboeiro, no sertão do Ceará, até dezembro do ano anterior ao seu assassinato. Ela era mãe de dois filhos e mantinha uma relação de confiança e proximidade com os policiais da região.
O crime brutal ocorreu na madrugada de 18 de outubro de 2025, quando Antônia foi executada dentro da própria casa por quatro homens ligados à facção criminosa Comando Vermelho (CV). A motivação do assassinato foi sua recusa em colaborar com a facção para envenenar a comida dos policiais do batalhão local, uma ordem que ela rejeitou por princípio.
Antes do crime, Antônia havia recebido ameaças e intimidações da facção. Segundo investigações, os acusados envolvem três homens e um adolescente, líderes do tráfico na região, que foram presos pela Polícia Civil do Ceará.
O caso repercutiu nacionalmente por evidenciar o alto preço da coragem e da integridade em áreas dominadas pela criminalidade, e a proposta de Renan dos Santos para a criação do busto visa homenagear sua memória como símbolo de resistência e valor brasileiro.
Esse episódio também lança luz sobre a necessidade urgente de políticas eficazes de segurança pública e apoio às pessoas que, como Antônia, enfrentam o crime organizado diretamente ou indiretamente.
Esta homenagem e reconhecimento público pretendem reafirmar o compromisso social de valorizar aqueles que enfrentam a violência e manter viva a memória dos que sacrificam suas vidas por coragem e princípios.
Renan Santos e a “guerra declarada” ao crime organizado
Renan Santos, líder do Movimento Brasil Livre (MBL), presidente do partido Missão e pré-candidato à presidência da República nas eleições de 2026, defende propostas energéticas e controversas para segurança pública e enfrentamento das facções criminosas no Brasil.
Ele é um dos principais defensores de uma “guerra declarada” ao crime organizado, pregando o uso do que chama de “direito penal do inimigo”, que implica um endurecimento da legislação penal e processual para combater as organizações criminosas com maior rigor e efetividade. Renan propõe tratar facções como organizações terroristas, com políticas agressivas para prender e eliminar seus líderes, pois entende que a impunidade e a morosidade da Justiça incentivam a criminalidade.
Para ele, é fundamental que o Estado ocupe os territórios dominados pelo crime — como favelas e periferias — para evitar que esses espaços continuem controlados por traficantes e facções. Ele destaca a importância de um trabalho de inteligência focado nos perfis dos jovens recrutados pelo tráfico, atribuindo a origem da violência à desestruturação familiar, baixa escolaridade e vulnerabilidade social.
Além do combate direto, Renan defende a necessidade de uma ampla reorganização urbana para transformar favelas em bairros estruturados e a reformulação do sistema educacional brasileiro para formar cidadãos aptos a atuar em um regime democrático, buscando combater as causas sociais da criminalidade.
Renan Santos também critica a legislação atual, incluindo dispositivos constitucionais que, segundo ele, dificultam o combate ao crime organizado, e fala da necessidade de superar o que considera obstáculos legais para garantir eficácia na segurança pública.
Em resumo, suas propostas envolvem:
- Declaração de guerra ao crime organizado e eliminação física ou prisão permanente de líderes de facções.
- Tratamento das facções como organizações terroristas.
- Reorganização urbana para integrar favelas à cidade formal.
- Reforma do sistema educacional para prevenção social da criminalidade.
- Endurecimento das leis penais, com aplicação do direito penal do inimigo.
- Inversão do controle territorial para o Estado nos espaços dominados pelo crime.
- Foco em inteligência policial para combate seletivo e eficiente.
Essas posições são parte do programa do Partido Missão e caracterizam uma linha de ação bastante dura em segurança pública, com ênfase no enfrentamento direto e na prevenção social, alinhando-se a uma plataforma política de direita com forte base no combate ao crime organizado.
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