Imagem: reprodução

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, autorizou a CIA a realizar operações letais na Venezuela, gerando uma onda de reações do regime de Nicolás Maduro, que agora busca internacionalizar o conflito judicialmente.

O anúncio e as justificativas

O anúncio da permissão concedida à agência de inteligência americana para atuar de forma incisiva no país vizinho provocou desespero nas lideranças chavistas, conforme noticiado por fontes como o The New York Times. Em declaração pública, Trump justificou a decisão alegando duas razões principais: o envio de migrantes oriundos das prisões venezuelanas para os EUA e o aumento do tráfico de drogas por via marítima.

Maduro recorre a órgãos internacionais

Maduro rapidamente reagiu: acusou a CIA de promover golpes de Estado na América Latina e anunciou que levará o caso à comunidade internacional, especialmente ao Conselho de Segurança da ONU, classificando as ações dos EUA como violações graves do direito internacional e da Carta das Nações Unidas. O regime manifestou a intenção de buscar responsabilização penal contra os EUA, incluindo uma denúncia formal ao Ministério Público venezuelano e iniciativas junto a órgãos judiciais internacionais.

Desde o início da operação militar americana no Mar do Caribe em agosto, Maduro tem oscilado entre medidas desafiadoras e tentativas de abrir diálogo com Washington. O líder venezuelano propôs colaboração para combater o tráfico e sugeriu abrir projetos de petróleo e ouro a empresas americanas em troca do fim das hostilidades, proposta que não encontrou receptividade por parte de Trump e sua equipe.

Em meio à rejeição dos EUA ao diálogo, o governo chavista intensificou mobilizações militares e ativou o Plano Independência 200, ampliando as ações de defesa e controle em regiões estratégicas, especialmente na fronteira com a Colômbia.

Repercussões na diplomacia regional

O cenário indica um acirramento das relações bilaterais, com riscos crescentes de tensão militar na região, reconhecida como zona de paz pela Celac desde 2014. A Venezuela se mobiliza para obter apoio internacional e evitar uma escalada do conflito, apelando a princípios de soberania e defesa dos direitos humanos.

Ao mesmo tempo, os EUA mantêm sua postura firme contra o regime chavista, priorizando o combate ao tráfico de drogas e o apoio à segurança regional, mesmo diante das tentativas de aproximação venezuelana.

Este episódio reflete uma nova fase na disputa entre Caracas e Washington, marcada por intervenções, denúncias internacionais e o embate entre geopolítica, segurança e recursos estratégicos.

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Redação Gazeta
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